Serafini protocola pedido de CPI na Alerj para investigar Banco Master

O deputado estadual Flavio Serafini protocolou na Alerj um pedido de CPI para investigar investimentos do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master. A comissão precisa ser criada em até 48 horas.

Pedido de CPI mira aplicações do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master

O requerimento foi apresentado nesta quarta-feira, 06, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A CPI deve apurar investimentos feitos no Banco Master e em empresas coligadas ou subsidiárias.

O texto cita o impacto das operações para servidores, aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro. O deputado diz que a investigação é imediata por causa da liquidação do Banco Master pelo Banco Central.

Serafini reúne 24 assinaturas e cita R$2,6 bilhões e R$ 200 milhões

Para instalar a CPI, foram reunidas 24 assinaturas. O pedido exigia 1/3 dos deputados, e a comissão deve ser criada no prazo de 48 horas.

Os cálculos do gabinete de Serafini apontam que o fundo de aposentadorias e pensões do estado do Rio investiu R$2,6 bilhões no grupo Master. A Cedae investiu R$ 200 milhões.

O deputado afirma que, em novembro de 2025, levou o caso do Rioprevidência para a Polícia Federal. Ele também aponta a prisão, em fevereiro, do ex-presidente da autarquia Deivis Marcon Antunes, feita pela PF por suspeita de ocultação de patrimônio e obstrução das investigações.

Com 48 horas para criar comissão, Alerj vai analisar impactos em servidores

O requerimento associa o objetivo da CPI à avaliação do impacto sobre os ativos do Rioprevidência. Esse fundo atende milhares de servidores, aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro.

O autor do pedido relata ainda preocupação com superendividamento de servidores e pensionistas. A alegação envolve contratos com o Master e o Credcesta, cartão de benefício consignado voltado aos aposentados e pensionistas.

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