A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do advogado Alessandro Carracena. A decisão vale para o caso ligado a suspeita de contato com o Comando Vermelho.
STF analisou caso em julgamento virtual e seguiu relator Alexandre de Moraes
O julgamento aconteceu em formato virtual. Os ministros acompanharam o posicionamento do relator, Alexandre de Moraes.
O colegiado negou o pedido de liberdade feito pela defesa. Os ministros também rejeitaram a solicitação para considerar ilícitas provas obtidas nas investigações.
Operações Zargun e Anomalia investigaram relações políticas e tráfico de influência
Alessandro Carracena foi descrito como ex-secretário municipal de Ordem Pública do Rio na gestão de Marcelo Crivella. Ele também atuou como ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor e ex-secretário estadual de Esportes no governo Cláudio Castro.
O advogado é suspeito de ligação com o Comando Vermelho. As operações Zargun e Anomalia apuraram relações políticas da facção criminosa no Rio e tráfico de influência.
STF também manteve prisões de Flávio Cosme e Luiz Eduardo Gonçalves na Operação Anomalia
Alexandre de Moraes afirmou não haver “indícios ou evidências concretas” de irregularidades no acesso às provas. Ele também descartou a possibilidade de que o sigilo das comunicações profissionais do advogado tenha sido comprometido.
No mesmo julgamento, a Primeira Turma negou pedidos de outros investigados na Operação Anomalia. Flávio Cosme Menezes Pereira seguirá preso e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves continuará detido em uma penitenciária federal.
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