STF mantém prisão preventiva de Rui Bulhões, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar

A Primeira Turma do STF manteve, por unanimidade, a prisão preventiva de Rui Bulhões, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar na Alerj. Ele segue preso desde maio e o caso envolve investigações ligados à Operação Unha e Carne.

Decisão da Primeira Turma do STF mantém Bulhões preso após pedido de soltura

Os ministros analisaram um recurso da defesa de Bulhões contra uma decisão anterior que já tinha negado o pedido de soltura.

O relator foi Alexandre de Moraes. Os ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o voto.

STF cita suspeitas de intermediação de propina e fala em repasse de R$ 500 mil

Na decisão, Moraes disse que não havia omissões no julgamento anterior.

Ele citou suspeitas de que Bulhões atuava como intermediário no recebimento de propina destinada a Bacellar e mencionou um suposto repasse de R$ 500 mil operado pelo ex-chefe de gabinete.

“Os elementos informativos coligidos aos autos evidenciam indícios robustos da existência e da atuação atual de organização criminosa estruturada e estável, voltada à prática reiterada dos delitos de peculato, corrupção ativa e corrupção passiva”, afirmou Moraes.

Bulhões foi preso em maio na Operação Unha e Carne; Bacellar deixou a presidência da Alerj em fevereiro

Bulhões foi preso em maio, em operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que investigou um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos e integrantes da Alerj.

A investigação também alcançou Rodrigo Bacellar, que deixou a presidência da Alerj em fevereiro deste ano para disputar o governo do Rio.

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