Tarifas dos EUA atingem 69% das indústrias paulistas que exportam

As tarifas dos Estados Unidos já afetaram os pedidos de 69% das indústrias paulistas que exportam para o país. A Fiesp aponta queda forte para 42,9% dessas empresas.

Fiesp mede impacto das sobretaxas em pedidos de exportação de SP

Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que o aumento das tarifas dos EUA já chegou às encomendas recebidas pelas indústrias. O estudo se baseia em respostas de empresas que exportam para os Estados Unidos.

A pesquisa faz parte da edição “Rumos da Indústria Paulista”. Ela ouviu 174 indústrias de transformação exportadoras de São Paulo entre 10 e 28 de agosto de 2026.

Queda nos pedidos e regras de cobrança que somam 37,5%

Entre as empresas que registraram redução, 42,9% tiveram queda acima de 25% no volume de encomendas. Os dados indicam que o recuo foi amplo dentro do grupo consultado.

As sobretaxas impostas pelos EUA podem chegar a 37,5% para produtos que entram nas duas medidas. Uma tarifa adicional de 25% começou a valer em 22 de julho. A outra medida, de 12,5%, foi aplicada a partir de 24 de julho.

Para enfrentar o impacto, 28,6% das indústrias reduziram as próprias margens. Outras 26,2% mantiveram os preços e repassaram o custo extra aos compradores nos Estados Unidos.

Empresas mexem em produção e tentam negociar, mas sem mudar empregos na maioria

Na produção, 41,4% das empresas reduziram o uso da capacidade instalada. O mesmo percentual informou que renegociou preços com clientes afetados pelas novas tarifas.

A maior parte das empresas pesquisadas ainda não alterou o número de funcionários. Esse foi o caso de 55,2% das indústrias.

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