No 1º semestre de 2026, 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações para os Estados Unidos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) liga o recuo às tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano desde o ano passado.
Mesmo com os EUA como principal destino, CNI aponta efeito das tarifas nas vendas
Os Estados Unidos seguem como o principal destino dos produtos da indústria de transformação brasileira no primeiro semestre de 2026.
A CNI destaca que o anúncio de uma nova tarifa de 25% deve ampliar os impactos na competitividade da indústria nacional e atingir mais os estados que dependem do mercado norte-americano.
CNI cita queda de 8,7% nas exportações industriais e tarifa extra anunciada em 15 de julho
A entidade aponta redução de 8,7% nas vendas de produtos industriais aos Estados Unidos.
O recuo atinge, entre outros itens, semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e semimanufaturados de outras ligas de aço.
Na última quarta-feira (15), o governo dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, que passa a valer a partir do próximo dia 22 de julho. O governo cita investigação iniciada em julho de 2025 com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.
Governo brasileiro promete recorrer e CNI diz que impacto pode se intensificar
Em nota, o governo brasileiro afirma que não reconhece a legitimidade da investigação que embasou a medida e diz que vai acionar o mecanismo de solução de conflitos da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A CNI relata que a tarifa adicional deve ser aplicada sobre uma lista de 2.126 códigos tarifários e cita como itens isentos café, suco de laranja e carne.
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