The Independent diz que Reino Unido retirou centenas de livros de escolas no último ano

Censura de livros em 2025 virou tema no Reino Unido, segundo reportagem do The Independent. O jornal afirma que centenas de obras foram tiradas de prateleiras ou tiveram circulação restringida em escolas nos últimos 12 meses.

Relatos de retirada de livros chegam a escolas e afetam lista de leitura

O The Independent liga o caso a pedidos feitos a bibliotecários escolares.

Uma investigação da Index on Censorship, em 2024, mostrou que mais da metade dos bibliotecários entrevistados recebeu esse tipo de solicitação.

Michelle Obama e Stephenie Meyer aparecem entre obras citadas na reportagem

A reportagem cita Minha História, de Michelle Obama, e Crepúsculo, de Stephenie Meyer entre os títulos que teriam saído das prateleiras ou tiveram a circulação limitada.

Segundo a investigação de 2024, 56% dos bibliotecários disseram ter sido obrigados a retirar livros das coleções. O The Independent também relata o caso de uma bibliotecária que viu 200 livros saírem das prateleiras depois que um diretor se incomodou com Men Who Hate Women, de Laura Bates.

Conflito também atinge bibliotecas públicas por causa de exposições LGBTQ+

O jornal aponta pressão sobre bibliotecas públicas. Ele diz que conselhos municipais liderados pelo Reform UK, partido britânico de extrema-direita, restringiram exposições ligadas ao Orgulho LGBTQ+.

O The Independent informa que nenhuma obra foi retirada das bibliotecas públicas, mas a restrição à promoção desses títulos foi criticada pela comunidade LGBTQ+.

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