O tribunal do Quênia declarou culpado, nesta segunda-feira, 19, um guru e seus cúmplices por assassinarem 191 adeptos. O caso envolve uma seita que mandava seguidores jejuarem até a morte para “conhecerem Jesus”.
Condenação no Quênia por mortes ligadas a jejum até a morte
O julgamento atingiu Paul Nthenge Mackenzie, um ex-taxista que se autoproclamava pastor, e outras pessoas com ele. A acusação liga as mortes a um contexto de seita em Malindi.
O caso ganhou destaque desde a descoberta de corpos na localidade costeira de Malindi. O episódio ficou conhecido como “massacre da floresta de Shakahola”.
Mackenzie é acusado em 2024 por 191 homicídios e detalhamento de mortes
Mackenzie e seus cúmplices se declararam inocentes de 191 acusações de homicídio em 2024. Centenas de corpos foram encontrados desde 2023 em Malindi.
Em três anos desde a descoberta dos fatos, mais corpos foram desenterrados nos arredores, e o total de vítimas passou de 400. O Ministério Público diz que Mackenzie “iniciou e liderou” o jejum extremo e que havia uma “hierarquia estruturada de morte”.
As autópsias apontaram que a maioria das vítimas morreu de fome. Outras pessoas, incluindo crianças, foram estranguladas, espancadas ou asfixiadas.
Detenção em abril de 2023 e possível impacto no caso em Shakahola
Mackenzie foi detido em abril de 2023. A prisão ocorreu depois que alguns adeptos foram resgatados por um grupo de defesa dos direitos humanos que alertou as autoridades.
O tribunal declarou culpado o guru e seus cúmplices nesta segunda-feira, 19. A decisão envolve as mortes atribuídas ao contexto da seita em Shakahola.
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