O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 24, a ampliação dos métodos para aplicar a pena de morte em casos federais. A mudança inclui pelotões de fuzilamento, eletrocussão e gás letal.
Federal pode executar mesmo com pena de morte aplicada normalmente nos estados
A pena de morte é aplicada normalmente em nível estadual nos Estados Unidos. O governo federal também pode pedir a execução em casos ligados a certos crimes.
O anúncio do Departamento de Justiça trata das regras em processos federais, onde o órgão amplia os métodos usados.
Todd Blanche diz que a administração anterior não pediu a punição máxima; Joe Biden comutou 37 de 40
O procurador-geral interino Todd Blanche afirmou que a administração anterior “descumpriu seu dever” por não pedir “a punição máxima contra os criminosos”. Ele citou criminosos “incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”.
Blanche também disse que, sob Donald Trump, “o Departamento de Justiça volta a fazer cumprir a lei e a se posicionar ao lado das vítimas”. Em 2020, Trump encerrou uma pausa de 17 anos nas execuções federais.
Antes de deixar a Casa Branca em janeiro de 2025, Joe Biden, que se opõe à pena de morte, comutou as sentenças de morte de 37 dos 40 detentos condenados à pena capital em nível federal. Trump, no primeiro dia do segundo mandato, pediu ampliar o uso da pena de morte “para os crimes mais vis”.
Estados já autorizam métodos diferentes; pelotão foi usado só na Carolina do Sul
Atualmente, cinco estados autorizam o pelotão de fuzilamento, mas apenas Carolina do Sul usou esse método nos últimos anos.
Nove estados permitem a eletrocussão, mas esse método não é usado desde 2020. Dois estados executaram recentemente detentos por hipóxia de nitrogênio, com gás nitrogênio em uma máscara para causar asfixia.
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