Donald Trump aprovou um acordo com a Arábia Saudita que pode abrir caminho para o enriquecimento de urânio em território saudita. O tratado deve ser assinado nesta quarta-feira, 22, e muda a política americana de não proliferação nuclear.
Tratado de 30 anos altera regras de não proliferação e amplia parceria com Riade
O acordo terá validade de 30 anos e é estimado em dezenas de bilhões de dólares. Ele fortalece a parceria estratégica entre Washington e Riade em meio às tensões da guerra no Irã.
O texto coloca a questão do enriquecimento sob supervisão americana, com foco em manter o controle do programa nuclear saudita. Integrantes do governo dos Estados Unidos afirmam que isso é mais seguro do que permitir o desenvolvimento por outros países.
Estudo de dois anos pode liberar usina saudita, com exclusividade para empresas dos EUA
O acordo prevê um estudo de dois anos para avaliar a viabilidade comercial de uma usina de enriquecimento de urânio no solo saudita. Se os resultados forem positivos e Washington autorizar o projeto, a Arábia Saudita poderá produzir o combustível usado em reatores nucleares.
Segundo autoridades americanas ouvidas pelo The Wall Street Journal, o tratado dá exclusividade às empresas dos Estados Unidos no desenvolvimento do programa nuclear saudita. Concorrentes como Rússia e China ficam fora.
Se os Estados Unidos não seguirem adiante, a Arábia Saudita fica impedida de buscar a tecnologia com outros parceiros por dez anos. O tratado será assinado por Chris Wright, secretário de Energia dos Estados Unidos, e pelo ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman.
Condições no Congresso americano e ligação direta com a pressão contra o programa iraniano
Depois da assinatura, o acordo segue para o Congresso americano. Pela legislação de Washington, só poderá ser bloqueado se dois terços dos parlamentares votarem contra a iniciativa.
A decisão ocorre com pressão americana para limitar o programa nuclear iraniano, citado como centro da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. O governo iraniano nega projeto militar nuclear e diz que o programa é civil e voltado para fins energéticos.
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