Trump demite os dois últimos comissários da EAC, agência eleitoral dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu na quinta-feira 9 os dois últimos comissários federais da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC). A mudança ocorre quatro meses antes das midterms, que elegem cadeiras do Senado e da Câmara.

Demissão da EAC acontece com midterms a quatro meses de distância

A EAC é a agência federal que garante votos precisos e seguros. A medida mexe no órgão que costuma trabalhar com uma liderança de conselho formada por quatro comissários.

O timing chama atenção de especialistas por envolver a votação de meio de mandato. As midterms estão marcadas para 3 de novembro, com renovação de cadeiras cruciais no Senado e na Câmara.

Thomas Hicks e Benjamin Hovland foram notificados por e-mail

O jornal USA Today informou que, no início do ano, os dois integrantes indicados pelo Partido Republicano renunciaram. Com isso, ficaram apenas Chair Thomas Hicks e Benjamin Hovland, indicados pelos democratas.

Segundo a imprensa americana, os dois receberam um e-mail na quinta-feira com a notificação da demissão. A mensagem, citada pela CNN, disse: “Em nome do presidente Donald J. Trump, escrevo para informar que seu cargo como comissário da Comissão de Assistência Eleitoral está rescindido, com efeito imediato”.

Pesquisas recentes apontam vantagem modesta dos democratas nas intenções de voto para as midterms, entre 3 e 9 pontos percentuais, e indicam que o cenário pode se confirmar em 2026.

Senador Mark Warner critica cortes perto das eleições de 2026

O senador democrata Mark Warner, da Virginia, afirmou no X (ex-Twitter) que as demissões “deveriam preocupar todos os americanos, independentemente de seu partido”.

Warner também disse que remover “cada um dos comissários remanescentes a poucos meses das eleições de meio de mandato de 2026” exige uma explicação imediata do governo.

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