Trump diz que pode reavaliar apoio dos EUA à disputa das Ilhas Malvinas

Donald Trump afirmou na segunda-feira 31 que está reavaliando a posição dos Estados Unidos sobre a disputa de soberania das Ilhas Malvinas. A declaração mexe com as relações entre Washington e Londres e volta a colocar o tema no centro das conversas.

Reavaliação da posição dos EUA pode atingir laço histórico com o Reino Unido

Trump disse que reavalia todas as posições e citou a disputa das Ilhas Malvinas como “apenas uma entre muitas”.

O governo americano mantém oficialmente neutralidade na disputa, mas reconhece na prática a administração britânica do território. Se os EUA mudarem essa política, a reportagem cita que isso representaria um duro golpe diplomático ao Reino Unido.

Trump fala no Salão Oval após notícias sobre metas militares do Reino Unido e referência à Otan

Os comentários de Trump vieram depois de relatos de que John Healey, chanceler britânico, estaria se preparando para voltar atrás em um compromisso de reservar 3% do PIB para gastos militares até 2030.

Trump também insiste que os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aumentem seus orçamentos de defesa. Ele acusa países europeus de dependerem demais da proteção oferecida pelos Estados Unidos.

O artigo relembra que EUA, liderados por Ronald Reagan, deram apoio diplomático a Londres na época da Guerra das Malvinas, em 1982.

Guerra de 1982, referendo de 2013 e celebração após vitória da Argentina na Copa

O conflito pela soberania terminou em 14 de junho de 1982 com a rendição argentina. O texto informa que houve 649 argentinos e 258 britânicos mortos.

O Reino Unido administra o território como ultramarino e, em 2013, um referendo teve 1.513 votos a favor de manter a administração britânica. O tema ganhou destaque em julho, durante a Copa do Mundo, após a vitória da Argentina sobre a Inglaterra, com jogadores exibindo a faixa “Las Malvinas son Argentinas”.

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