Trump manda reduzir exercícios com a Coreia do Sul e diz ter resposta de Kim

Donald Trump pediu a redução “substancial” dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul e afirmou, no dia seguinte, que Kim Jong-un respondeu às tentativas de contato. A mudança mexe com um dos aliados dos Estados Unidos na Ásia e entra na disputa por espaço para novos diálogos com Pyongyang.

Decisão de Trump mexe na aliança EUA-Coreia do Sul enquanto Seul tenta baixar a tensão

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, também fez da redução das tensões com a Coreia do Norte uma prioridade. Ele defendeu conversas com Pyongyang e pediu a substituição do armistício que encerrou os combates da Guerra da Coreia, em 1953, por um regime de paz.

O governo de Seul tenta reduzir a tensão sem abrir mão da capacidade de defesa do país. Ao mesmo tempo, a aliança com Washington não pode virar participação automática em operações americanas fora da Península Coreana.

Redução do Ulchi Freedom Shield e resposta de Kim entram na lista de atritos com Washington

Um dia depois de anunciar na Truth Social que orientou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a diminuir os exercícios, Trump disse que recebeu uma resposta de Kim Jong-un. Ele reclamou dos custos das manobras e escreveu que elas enviavam um recado “inadequado e hostil” à Coreia do Norte.

Nesta terça-feira, 18, o general Xavier Brunson, comandante das Forças dos Estados Unidos na Coreia, esteve no Ministério da Defesa sul-coreano para discutir os planos de redução do Ulchi Freedom Shield, segundo relatos da imprensa local citados pela Reuters. O treinamento começou na segunda-feira e está previsto para terminar em 27 de agosto.

Trump não detalhou quando a resposta de Kim chegou, como foi o contato, nem o que o líder norte-coreano teria dito. Pyongyang não confirmou publicamente o contato, e Trump rebateu um repórter com a frase: “Como você sabe que ele não respondeu? ” e disse que a situação das conversas ficou “muito positiva”.

Cerimônia do incidente de Panmunjom e planos militares elevam o que muda para a rotina na região

As declarações de Trump coincidem com a cerimônia pelos 50 anos do chamado incidente do machado de Panmunjom nesta terça-feira, com militares americanos e sul-coreanos e parentes das vítimas. Em 18 de agosto de 1976, Arthur Bonifas e Mark Barrett foram mortos por soldados norte-coreanos na Área de Segurança Conjunta durante uma operação para podar uma árvore.

Enquanto isso, a Coreia do Norte mantém silêncio sobre a suposta resposta de Kim, e a KCNA não mencionou a comunicação relatada por Trump. A agência estatal publicou uma mensagem do chanceler russo, Sergey Lavrov, sobre a relação entre Moscou e Pyongyang, sem citar a declaração do presidente americano.

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