Trump pressiona Netanyahu após avanço no Líbano travar negociação sobre Irã

A guerra no Líbano virou um obstáculo para um acordo de paz envolvendo o Irã. Teerã afirmou que não aceita conversar sobre cessar-fogo sem o fim das hostilidades no território libanês.

Ofensiva em Beirute e exigência do Irã travam tratativas

Estados Unidos e Israel seguem unidos no objetivo de enfraquecer o Irã. A meta inclui reduzir o programa nuclear e reabrir o Estreito de Ormuz.

Mesmo com esse foco em comum, os dois líderes discordam sobre o ritmo e a dose da ação militar. Enquanto Benjamin Netanyahu mantém o impasse, Donald Trump tenta acelerar uma saída do conflito.

Trump falou em “acerto final” e mencionou encontro com Mojtaba Khamenei

Na quarta-feira 3, Trump garantiu que Teerã concordou em não ter armas nucleares. Ele também disse que um encontro com o líder supremo Mojtaba Khamenei estaria no horizonte.

O regime não comentou a afirmação. No mesmo período, forças americanas bombardearam a ilha de Qeshm e os iranianos responderam mirando instalações civis no Kuwait, com saldo de uma morte e dezenas de feridos.

O cessar-fogo entre Israel e Líbano, renovado na quarta-feira 3, prevê defesa apenas quando houver ataque. No caso de Netanyahu, esse entendimento vem sendo usado para justificar novas ações com a alegação de que o Hezbollah não para na fronteira.

Israel avançou no Líbano e Netanyahu enfrenta pressão política no país

No domingo 31, tropas israelenses hastearam bandeira no castelo de Beaufort. O texto afirma que esse ponto foi alvo depois de 2000, quando terminou a ocupação israelense de duas décadas no Líbano.

O artigo cita mais de 3 300 mortes e 1 milhão de deslocados. Também aponta pressões no governo de Netanyahu, com Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich defendendo retorno a “conflito intenso” no Líbano.

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