Trump volta a usar a Doutrina Monroe para dizer que “domínio americano” não será questionado

O Departamento de Estado dos EUA publicou um vídeo nesta terça-feira, 11, dizendo que o “domínio americano” nas Américas “nunca mais será questionado”. A gravação liga a Doutrina Monroe, criada em 1823, à estratégia de segurança do governo Trump no Hemisfério Ocidental.

Vídeo do Departamento de Estado retoma Doutrina Monroe para sustentar estratégia no Hemisfério Ocidental

A publicação usa uma política formulada em 1823 pelo então presidente James Monroe para justificar a atuação dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.

O material afirma que novas tentativas de colonização ou interferência de potências europeias no continente seriam uma ameaça aos Estados Unidos, e diz que o princípio passou a ser usado como justificativa em iniciativas de Washington na região.

Vídeo cita crise dos mísseis de Cuba e operações ligadas à segurança de Trump

Entre os exemplos históricos citados está a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, quando a União Soviética instalou armamentos nucleares na ilha.

O vídeo também menciona a atuação do governo de Ronald Reagan contra grupos apoiados por Moscou na América Latina.

Na ligação com a política atual, o Departamento de Estado cita a chamada Operação Absolute Resolve, realizada em janeiro deste ano e que terminou com a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O material ainda cita a Operação Lança do Sul, oficializada para intensificar o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental, com ataques navais no Caribe e Pacífico contra embarcações suspeitas, citadas como “execuções extrajudiciais” por juristas e por diversos governos latino-americanos.

Estratégia prevê presença militar e de inteligência e mira China e Rússia em áreas estratégicas

O vídeo também aponta que a estratégia de segurança do governo Trump prevê o fortalecimento da presença militar e de inteligência dos Estados Unidos no continente.

A proposta citada no material busca impedir que potências externas ampliem capacidade de atuação ou controle sobre áreas consideradas estratégicas, com preocupação sobre a presença de China e Rússia em setores considerados estratégicos.

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