Cláudio Castro (PL) ficou inelegível até segunda ordem por decisão do TSE e a disputa dele ao Senado no Rio entrou em crise. A decisão final sobre manter o nome na corrida cabe a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Com inelegibilidade pelo TSE, candidatura de Castro ao Senado trava articulações no PL do RJ
A imagem de Cláudio Castro foi arranhada após uma operação realizada nesta terça-feira. O movimento ocorre no contexto das investigações envolvendo as fraudes do Banco Master no Rio de Janeiro.
Parte da cúpula do PL passou a tratar Castro como “carta fora do baralho” na disputa ao Senado. Se ele permanecer ou não na candidatura depende do que Flávio Bolsonaro decidir.
Conflito para Flávio Bolsonaro: palanques de Castro e ataques ligados ao Master e à Refit
Flávio Bolsonaro enfrenta um paradoxo na avaliação do caso. Ele reconhece a força do ex-mandatário fluminense em palanques no interior e na Baixada Fluminense.
Se Cláudio Castro conseguir reverter a inelegibilidade, terá que lidar com ataques de adversários ligados às fraudes do Master. Na última semana, Castro também foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela PF por suposto envolvimento com fraudes na Refit.
Planos de Douglas Ruas e outros nomes do PL entram na conta para a vaga ao Senado
Uma saída de Castro da disputa ao Senado também afeta os planos eleitorais de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio contava com os palanques de Castro para rodar o estado e pedir votos.
Além de Castro, nomes do PL aparecem como cotados para a vaga ao Senado: Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho. A coligação também terá outra vaga ocupada pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União).
Outra defesa citada no debate é a do delegado Felipe Curi (PP), ligado à operação policial mais letal da história do Rio, caso Castro não possa concorrer.
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