O TSE tem quatro votos para manter a suspensão da campanha de Deltan Dallagnol para o Senado. O placar deixa a decisão sem volta, mesmo com votos a faltar para fechar o resultado.
Ministro Floriano Peixoto manda suspender campanha até o TSE julgar candidatura
No domingo, 20, o ministro Floriano Peixoto concedeu uma liminar para impedir que Deltan faça campanha e use recursos do fundo partidário.
A medida vale até o TSE julgar o registro da candidatura. Ele atendeu a um pedido da coligação Paraná Para Todos, formada por PT, PDT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PRD e Solidariedade.
Coligação diz que uso de dinheiro público pode confundir eleitor e gerar prejuízo
A coligação afirmou que, enquanto a Justiça não decide se Deltan é inelegível, ele usa dinheiro público para fazer campanha e confunde o eleitor.
O grupo também citou risco de prejuízo ao Estado. Segundo o pedido, se Deltan fosse eleito e depois cassado, o país teria que convocar eleições suplementares.
Deltan foi eleito para a Câmara em 2022 e cassado pouco depois. A Justiça considerou que ele pediu demissão do Ministério Público para evitar os 15 processos que poderiam levar à cassação ou à aposentadoria compulsória.
Decisão cita tentativa de burlar a Lei da Ficha Limpa e mantém efeitos no processo eleitoral
Em 2023, o TSE anulou a candidatura de Deltan. O tribunal entendeu que a demissão foi uma tentativa de burlar a Lei da Ficha Limpa.
Desta vez, Floriano disse que não há novidade para um novo julgamento. Ele apontou que a decisão do TRE do Paraná que aprovou a candidatura “afronta à decisão desta Corte e sem o mínimo respaldo jurídico” e “causa efeitos disturbadores do processo eleitoral”.
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