Pelo menos 74% dos municípios brasileiros têm a universalização do esgotamento sanitário contratada ou com projetos em estudo. O levantamento da ABCON SINDCON mostra o ritmo de planos para ampliar o serviço no país.
Levantamento mostra avanço no planejamento, mas não garante esgoto universalizado
No serviço de esgoto, o dado indica que existem contratos ou projetos em fase de estudo. Em parte das cidades, os trabalhos ainda não chegaram ao dia a dia da população.
Os números não significam que o serviço já está universalizado nesses municípios. Alguns projetos ainda ficam em estudo ou seguem para execução.
Água chega a 81% das cidades e investimentos passam de R$ 29 bilhões em 2024
No abastecimento de água, o percentual sobe para 81%: são 4.463 municípios com universalização contratada ou em estudo. O total inclui cidades com concessões já feitas e localidades com projetos em estruturação.
Em 2024, os investimentos em saneamento básico ultrapassaram R$ 29 bilhões, segundo dados do Sinisa, analisados pela ABCON SINDCON. O setor estima R$ 600 bilhões a R$ 900 bilhões em recursos até 2033 para acelerar a universalização.
Marco Legal cobra metas até 2033 e envolve participação privada em 2.720 municípios
O Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020, criou metas até 2033. A regra prevê 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto.
Também entra na conta a presença de operadores privados: 2.720 municípios têm saneamento com empresas privadas, o equivalente a 48,8% das cidades. A execução dos contratos e dos projetos em estudo define quanto desse avanço chega ao público no prazo.
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