Os cerca de 9 milhões de eleitores que ficaram com candidaturas da terceira via no primeiro turno formam a maior dúvida da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. O cientista político Fábio Vasconcellos diz que parte do voto útil para Flávio já migrou antes da abertura das urnas.
Interrogação do segundo turno recai sobre eleitores da terceira via
Na avaliação de Vasconcellos, o comportamento desses eleitores vai influenciar diretamente o resultado da nova etapa. Ele reforça que o apoio a Flávio no segundo turno não pode ser visto como algo automático.
Vasconcellos também compara os números de 2026 com os de 2022 para apontar como a votação mudou entre as eleições.
Comparação entre 2026 e 2022 mostra diferenças nos votos de Flávio e Lula
Em entrevista a Laísa Dall’Agnol no programa Ponto de Vista, Vasconcellos disse que Flávio teve aproximadamente 5 milhões de votos a mais que Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022. Ele afirmou que Lula perdeu cerca de 3,4 milhões em relação ao próprio desempenho.
O cientista político citou que Jair Bolsonaro somou aproximadamente 51 milhões de votos no primeiro turno de 2022. Ele disse que Lula chegou a 53,9 milhões de votos em 2026, abaixo do resultado de quatro anos antes.
Vasconcellos apontou que, no agregado nacional, as demais candidaturas ficaram em torno de 9 milhões de votos, em patamar semelhante ao de 2022.
Chamada de eleitores e caminhos possíveis para quem resistiu à migração
Vasconcellos afirmou que Flávio pediu, na reta final do primeiro turno, o apoio de eleitores de Ronaldo Caiado e de outros candidatos. Para ele, esse chamamento apareceu no programa eleitoral e ajudou a mover votos ainda antes da abertura das urnas.
Sobre os cerca de 9 milhões que mantiveram outras candidaturas, Vasconcellos disse que a escolha pode seguir por três caminhos: votar em Flávio, apoiar Lula ou anular o voto. Ele tratou essa decisão como um dos pontos a observar na campanha do segundo turno.
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