A reportagem de capa da edição desta semana de VEJA usa um áudio em que Daniel Vorcaro relata pagamentos de propina ao Instituto Lula e repasses “por fora” ligados a um documentário de Oliver Stone. O material envolve negociações citadas ao longo de 2024 e parte de 2025, em meio ao segundo turno das eleições.
Radar explica ligação entre áudio de Vorcaro e disputas políticas do segundo turno
O editor de Radar Robson Bonin, autor da reportagem, falou no programa “Os Três Poderes”, de VEJA.
Bonin citou o impacto do período eleitoral e disse que o conteúdo publicado traz informações que precisam ser observadas mesmo com “ruído eleitoral”.
Áudios citam repasses “por fora” e meta de R$ 10 bilhões em captações
A reportagem diz que as mensagens, os áudios e os documentos mostram uma negociação entre Vorcaro e Olavo Noleto, então secretário-executivo do ministro da Secretaria de Relações Institucionais Alexandre Padilha.
O texto afirma que o plano envolvia captação em fundos de pensão ligados a Petrobras, Correios, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Bonin aponta que a meta citada era chegar a 10 bilhões de reais em captações e usar 10% desse montante, 1 bilhão de reais, como propina para “despachantes” no petismo.
Maio de 2024 e dezembro: lista exaustiva, reunião com Lula e relato à PGR
Segundo a reportagem, em maio de 2024 Vorcaro entra na “lista exaustiva”, que funciona como uma garantia do governo federal para que o banco seja considerado apto a receber dinheiro de investimento dos fundos.
O texto também relata que Lula recebeu Vorcaro em dezembro e que Vorcaro apresentou o relato a investigadores da Polícia Federal e da PGR.
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