Venezuela demite diretor do presídio em Barinas após rebelião com denúncias de maus-tratos

Um diretor do presídio em Barinas, na Venezuela, foi demitido na segunda-feira 26 após uma rebelião de detentos contra supostos maus-tratos. O caso envolve o Instituto Penal de Barinas (Injuba) e entrou em cena depois de relatos feitos por familiares.

Troca de comando não freou protesto dentro do Injuba

Detentos do Injuba denunciaram um cenário de violência e punições dentro do presídio. As reclamações chegaram ao Ministério Público depois que familiares denunciaram o que acontecia no dia 14 de maio.

O diretor Robert Cabezas foi substituído por Elvis Macuare Guerrero, mas a situação não acalmou. A demissão de Guerrero ocorreu na segunda-feira 26.

Rebelião começou domingo 24 e teve confronto com guardas

No último domingo 24, os prisioneiros começaram um protesto contra as condições do local. As manifestações começaram sem tumulto, mas ficaram turbulentas quando os guardas atiraram contra os detentos.

Com o confronto, os detentos subiram no telhado de Injuba, queimaram tapetes e exibiram banners com “S.O.S.” e “sem mais tortura”. A organização de direitos humanos Observatório Prisional da Venezuela (OVP) divulgou imagens da rebelião.

Negociações com a Guarda Nacional levaram à saída do diretor

A Guarda Nacional venezuelana cercou o local e iniciou negociações com os prisioneiros. Eles exigiam a saída do diretor, e a troca foi atendida.

A OVP afirmou que a mudança de Cabezas por Guerrero não traria grandes alterações na política de maus-tratos em Injuba. A organização também disse que, desde a nomeação de Macuare Guerrero há uma semana, os detentos teriam sofrido buscas violentas e perda de pertences dentro das celas.

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