O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou nesta terça-feira, 11, que a Rússia voltou a usar mísseis fornecidos pela Coreia do Norte para atacar seu país. Zelensky disse que a campanha de ataques levou a pelo menos nove mortes nesta madrugada.
Denúncia liga mísseis norte-coreanos ao impasse do Exército russo na linha de frente
Segundo a especialista ouvida pela agência de notícias RFI, o cenário mostra uma dependência maior de Moscou em relação ao aliado Kim Jong-un.
A professora Marie Mendras disse que o Kremlin enfrenta um problema para manter a guerra no terreno e lançar novas ofensivas.
De 50 mil soldados na mobilização a cerca de 1,4 milhão de baixas e perdas de território
Zelensky afirmou no final de semana que até 50 mil soldados norte-coreanos teriam sido mobilizados para lutar ao lado das forças russas.
Marie Mendras disse à RFI que o Exército russo não consegue mobilizar as centenas de milhares de homens de que precisaria para retomar uma ofensiva na Ucrânia.
O Center for Strategic and International Studies (CSIS) estima que as forças de Moscou acumularam cerca de 1,4 milhão de baixas, com aproximadamente 450 mil soldados mortos, e que a campanha militar atravessa o momento mais difícil desde o início da invasão.
Recrutamento sob pressão e novos ataques com mísseis devem seguir nas próximas semanas
Marie Mendras afirmou que o Exército russo enfrenta dificuldades para recrutar soldados e citou que a mobilização lançada em setembro de 2022 permite uma convocação permanente.
Ela avaliou que a guerra aérea deve concentrar trocas de mísseis, com possível multiplicação de lançamentos nas próximas semanas, após a Rússia intensificar ataques com mísseis balísticos e a Ucrânia responder com ataques contra cidades russas distantes da fronteira.
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