Cerca de 30 entidades do setor produtivo cobram do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a dragagem emergencial do Rio Tapajós. O pedido foi enviado nesta sexta-feira, 28, pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e mira evitar prejuízos de R$ 850 milhões e travas na logística.
Setor produtivo alerta para risco de colapso na rota pelo Arco Norte
As entidades defendem que a intervenção no Rio Tapajós precisa acontecer o quanto antes. Elas dizem que a medida evita uma queda do nível das águas que pode impedir a navegação.
O grupo afirma que a paralisação pode afetar o transporte de cargas e o abastecimento de combustíveis. Também menciona isolamento de comunidades na região.
Ofício ao Mapa estima prejuízo de R$ 850 milhões e mais emissões
No documento enviado nesta sexta-feira, 28, as entidades projetam prejuízo econômico de 850 milhões de reais. Elas também citam aumento significativo nas emissões de carbono.
O texto liga o problema a uma mudança no escoamento de grãos do Centro-Oeste para rodovias. O setor privado diz que vai custear as operações e aponta a previsão de secas severas neste segundo semestre com o fenômeno climático El Niño.
Entidades pedem ação rápida para manter navegabilidade e escoamento
O ofício sustenta que a dragagem é essencial para manter a navegabilidade do Rio Tapajós. A mobilização busca garantir a viabilidade do Arco Norte, tratada como a principal rota alternativa.
As entidades afirmam que acompanham o tema e a pressão ao governo federal por meio do Radar. Elas esperam uma resposta do Mapa para a execução do serviço de forma emergencial.
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