Uma frase marcou um homem em uma reunião da irmandade no Dia de Finados: “Eu cheguei aqui na véspera do meu velório”. Ele conta que, com mais de um ano sem beber, relembrou o período em que dizia “sou um cadáver adiado”.
Frase dita na reunião acende memórias de quem parou de beber
O relato vem de uma reunião da irmandade na última segunda-feira, no Dia de Finados.
O autor diz que, ao ouvir a frase, voltou ao fundo de poço que viveu antes de ficar mais de um ano sem beber.
Da ideia de “cadáver adiado” ao alívio de recomeçar
Ele conta que, naquele tempo, foi perdendo não só a vontade de viver, mas também o medo de morrer.
Segundo o texto, em um momento ele passou a pensar na morte como algo que ele poderia escolher hora e local, se quisesse apressá-la, e isso trouxe um “certo alívio” para ele decidir “começar a viver de novo”.
Na saída da reunião, ele cita que caminhou pelo Grajaú cantando baixinho “Paisagem da janela”, de Beto Guedes, e menciona que seu grupo de escolha tem reunião todos os dias e não fecha em feriados.
Saída da sala vira força por 24 horas e vontade de viver
Ele diz que há reuniões das quais sai “apenas querendo ficar vivo” por pelo menos 24 horas.
Em outras, ele afirma que sai com vontade de viver “MESMO”, tratando a morte como um lugar para parar, descansar e planejar os próximos passos.
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