O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, rejeitou a ideia de renunciar sob pressão dos Estados Unidos e pediu diálogo de igual para igual com a administração de Donald Trump. Ele deu a declaração na quinta-feira 9 em entrevista à emissora americana NBC.
Em entrevista à NBC, Díaz-Canel diz que Cuba não pode aceitar imposições dos EUA
Miguel Diaz-Canel afirmou que, se o povo cubano entender que ele não está preparado para o cargo, ele deve prestar contas. Ele disse que “não são os Estados Unidos que podem nos impor qualquer coisa”.
O presidente também criticou Washington por não ter, segundo ele, “autoridade moral” para exigir mudanças de Cuba.
Pressão dos EUA acontece com bloqueio naval, falta de energia e negociações “muito preliminares”
As falas foram feitas durante uma crise em Cuba ligada ao cerco econômico e diplomático promovido por Washington. Em janeiro, a administração Trump classificou a ilha como “ameaça” e instaurou um bloqueio naval, que impede a chegada de petróleo até que haja uma transição política.
O cenário aumentou o desabastecimento de energia, com quase 18 horas por dia sem eletricidade, além de perdas de alimentos e dificuldades em hospitais. A AFP informou que há conversas “muito preliminares” entre Havana e Washington.
Segundo a mesma informação, os Estados Unidos permitiram o desembarque de 700 mil barris de petróleo na capital cubana, carregamento de um petroleiro russo, enquanto Marco Rubio vem liderando as negociações e tem negado exigir a renúncia de Canel.
Díaz-Canel pede debate sem exigências e nega mudança no sistema político
Na entrevista, ele afirmou que Cuba quer um diálogo “sem nenhuma condição” e sem exigência de mudanças no sistema político do país. Ele disse que Cuba também não exige mudanças no sistema norte-americano.
O governo cubano relaciona o quadro atual à pressão externa e à baixa produtividade da economia, além do colapso do turismo.
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