Pesquisas apontam que a eleição presidencial tende a ter como protagonistas o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Com pouca chance para a moderação, parlamentares ligados ao centro mudaram de lado em busca de espaço nas urnas.
Polarização fecha espaço da moderação e acelera trocas de partido
Em outubro, esquerda e direita devem voltar a disputar votos, de acordo com o cenário descrito no texto.
Quando um lado vence, o outro tende a ir para a oposição, o que cria um ciclo citado como combustível para o radicalismo e para o afastamento de quem prefere não encostar nos extremos.
Kátia Abreu troca o PP e diz “Kátia agora é PT”; Moro vai do União Brasil para o PL
A ex-senadora Kátia Abreu trocou de partido no sábado 4, pela décima vez. No post, ela publicou uma foto ao lado do presidente da República e escreveu “Kátia agora é PT”.
O diretório do partido em Tocantins definiu a filiação como um “gesto de maturidade política”. O texto relembra que, por quase trinta anos, ela esteve no PP e também cita filiações passadas como PDS, PPB e DEM.
Em 2020, o senador Sergio Moro pediu demissão do cargo de ministro da Justiça, acusando Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal para blindar Flávio Bolsonaro. Seis anos depois, ele saiu do União Brasil e se filiou ao PL, onde virou pré-candidato a governador.
Janela partidária termina e PL amplia bancada; PT mantém número de parlamentares
A mudança de tendência aparece com o fim do prazo para trocas partidárias. Na Câmara, a federação do União Brasil e do PP perdeu catorze parlamentares.
O PL fechou a janela com onze deputados e um senador a mais e se consolidou como a maior bancada do Congresso. Já o PT perdeu uma deputada e ganhou uma senadora, mantendo o mesmo número de parlamentares.
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