Estados Unidos e Hamas voltaram a ter conversas diretas em busca da próxima fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza. O encontro acontece após impasse sobre desarmamento do Hamas e obrigações da fase 1 com Israel.
Negociadores se reúnem no Cairo para tentar destravar a próxima etapa do acordo em Gaza
Representantes dos Estados Unidos e do Hamas se encontraram no Cairo, capital do Egito, para tentar avançar na próxima fase do acordo. As conversas marcaram as primeiras reuniões diretas desde o acordo de cessar-fogo em outubro.
A trégua foi feita para parar, ao menos oficialmente, as hostilidades entre Israel e Hamas no enclave palestino. Mesmo com o tratado, as hostilidades seguiram na prática, com operações militares e bombardeios.
Americano Aryeh Lightstone e Nickolay Mladenov negociam com Khalil al-Hayya após acordo de outubro
A CNN informou que o encontro ocorreu na noite de terça 14. A delegação americana foi liderada pelo conselheiro sênior Aryeh Lightstone, e teve a participação do Alto Representante do Conselho da Paz para Gaza, Nickolay Mladenov.
Do lado do Hamas, a equipe foi chefiada por Khalil al-Hayya, representante do conselho de liderança do grupo palestino. As tratativas buscavam bases para a próxima fase, que inclui o desarmamento do Hamas, o envio de uma força internacional para Gaza e a retirada das Forças de Defesa de Israel (IDF) do território palestino.
Segundo fontes ouvidas pela CNN, as negociações travaram quando al-Hayya disse que o Hamas só entregaria as armas quando Tel Aviv cumprisse os compromissos da fase 1. Uma fonte sênior do grupo também disse à CNN que a proposta de Washington foca apenas no desarmamento do Hamas e deixa de lado obrigações da fase 1 que Israel descumpriu.
Impasse segue com ameaça de retorno à guerra e disputa sobre desarmamento do Hamas
A mesma fonte apontou que Mladenov passou a adotar uma postura hostil. Ela disse à CNN que o americano transmitiu ameaças, ligando a aceitação do acordo a um retorno à guerra.
O artigo também afirma que, desde que o cessar-fogo entrou em vigor, ataques das IDF já mataram mais de 765 pessoas, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. Tel Aviv, por sua vez, diz que suas ações são respostas às violações do acordo pelo outro lado.
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