A KPMG divulgou um relatório que lista quatro fatores ligados às vantagens da América do Sul para liderar a reconfiguração das cadeias de suprimentos de minerais críticos. O estudo liga o tema à transição energética e à necessidade de diversificar a oferta, hoje concentrada na China.
Dependência da China e risco para metas climáticas elevam o foco em minerais críticos
O relatório diz que mais de 70% da produção atual fica concentrada na China. A KPMG afirma que essa concentração cria dependência e vulnerabilidades estratégicas.
A publicação também destaca que a extração e o processamento de minerais críticos trazem complexidade técnica. Segundo o texto, isso pode comprometer metas climáticas e o fornecimento.
Brasil tem segundas maiores reservas de terras raras, mas aparece em 12º na produção
O documento cita que a América do Sul tem uma oportunidade para reduzir essa lacuna. O destaque fica com o Brasil, que tem as segundas maiores reservas mundiais de terras raras.
Mesmo assim, o Brasil ocupa a 12ª posição na produção. A KPMG atribui ao país a chance de fechar a distância e ganhar mais espaço no mercado global.
Ações citadas incluem processamento local, economia circular e análise de riscos
Entre as medidas, o relatório aponta a diversificação geográfica do fornecimento. Ele também fala em desenvolvimento de capacidades locais de processamento para instalar usinas de refino e agregar valor.
O texto ainda cita promoção da economia circular com reciclagem de componentes eletrônicos, baterias e motores elétricos. Por fim, a KPMG recomenda integrar variáveis geopolíticas, climáticas e econômicas no planejamento de mineração.
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