Janja e Michelle aparecem com mais destaque nas campanhas neste ano, enquanto candidatos à presidência buscam votos femininos. O tema ganha força porque mulheres são maioria da população e do eleitorado.
De Dilma no STF ao protagonismo na campanha: mulheres puxam o eleitorado
O Brasil só teve Dilma Rousseff como presidente da República eleita em 2010 e reeleita em 2014, antes de ela ser derrubada em 2016 por impeachment.
No STF, a corte com juízes do Judiciário mais alta no país, houve apenas três mulheres no quadro, com Ellen Gracie Northfleet nomeada em 2000. Senado e Câmara não tiveram comando por parlamentares mulheres.
IBGE e TSE apontam diferença no eleitorado; pesquisas mostram mudança de apoio
Segundo o Censo do IBGE, as mulheres são 51,5% da população, e os homens 48,5%, com 6 milhões a mais de mulheres.
Até o início deste mês, o TSE registrava 156,7 milhões de cidadãos habilitados, com 82,8 milhões de eleitoras e 73,9 milhões de eleitores, diferença de 9 milhões de votos.
Genial/Quaest mostrou que a aprovação das mulheres ao governo caiu de 48% em janeiro para 45% em abril, acima da média nacional de 43%. Datafolha apontou que, na simulação de segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na população feminina caiu de 13 pontos, em março, para 4 pontos, em abril.
Lula reforça pauta com leis e o nome de Janja; Flávio aposta em Michelle
Lula sancionou leis voltadas à proteção das mulheres, com uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores e tipificação de vicaricídio. Lula também recriou o Ministério das Mulheres, comandado por Márcia Lopes.
Michelle Bolsonaro tenta se movimentar de forma independente e é presidente do PL Mulher. A sigla destaca a atuação dela com candidaturas, como a de Celina Leão ao governo do Distrito Federal.
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