Governo reage a soltura de Alexandre Ramagem e autoridades dos EUA questionam atuação da PF

O governo brasileiro celebrou a prisão do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem em Orlando e, depois, viu ele ser solto após dois dias. A confusão escalou quando o Departamento de Estado dos EUA exigiu a saída de um representante da PF.

Depois da soltura, PF vira alvo e EUA puxam um representante para fora

Na nota divulgada pela Polícia Federal, a detenção foi descrita como “fruto de cooperação internacional entre os dois países”. Um dia depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o detido era “golpista que tem que voltar para o Brasil para cumprir a sua pena”.

O governo esperava que Ramagem ficasse preso até a análise de um pedido de extradição. O ex-diretor foi solto após dois dias e o episódio passou a render cobrança nos dois lados.

Ramagem elogia Trump, critica a PF e deputados pedem ida de Andrei Rodrigues à Câmara

Após a soltura, Ramagem gravou um vídeo elogiando Donald Trump e aliados bolsonaristas que teriam ajudado nos EUA, como Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Allan dos Santos. Ele também chamou a PF de “polícia de jagunços” e atacou o diretor-geral Andrei Passos Rodrigues.

O PL apresentou um requerimento para que Andrei Rodrigues vá à Comissão de Relações Exteriores da Câmara. O foco do debate será a nota da PF sobre a tal cooperação entre os dois países e os questionamentos sobre a manipulação denunciada pelos EUA.

Lula decide usar reciprocidade e PF perde acesso ligado a ligação com os EUA

Andrei Rodrigues anunciou a retirada das credenciais de um policial americano que atuava como oficial de ligação entre Brasil e Estados Unidos. Rodrigues disse que esse policial deixa de ter acesso à unidade e que “nosso servidor em Miami teve” o mesmo destino.

Logo depois, o presidente Lula disse que poderia adotar a política de reciprocidade no caso. O Itamaraty afirmou que o Brasil aplicaria o princípio diante da decisão contra a Polícia Federal, sem pedido de esclarecimento ou diálogo, e Lula elogiou a PF pela medida: “O que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles”.

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