Minas Gerais somou cerca de R$ 3,3 bilhões em prejuízos por desastres entre julho e setembro de 2026, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM). O levantamento aponta que a seca e o excesso de chuvas tiveram impacto no estado.
CNM liga prejuízos em Minas Gerais a seca e excesso de chuvas no trimestre
Do total de R$ 3,3 bilhões, mais de R$ 2,1 bilhões foram associados à seca e à estiagem. As perdas por excesso de chuvas ficaram estimadas em R$ 1,2 bilhão.
Os dados fazem parte do Boletim El Niño 2026/2027 e cobrem o período de 1º de julho a 30 de setembro. No documento, Minas Gerais aparece como o estado mais atingido do Sudeste nesse intervalo.
Quase 975,1 mil pessoas afetadas e 3.054 moradias danificadas no Sudeste
A CNM aponta que cerca de 975,1 mil pessoas foram afetadas em Minas Gerais no trimestre. Em toda a Região Sudeste, os prejuízos chegaram a R$ 4 bilhões.
Os eventos citados no boletim incluem vendavais, deslizamentos, granizo e inundações. Eles danificaram 3.054 moradias, causaram quedas de árvores e postes e geraram interrupções no fornecimento de energia elétrica.
CNM recomenda atualizar planos de contingência e medidas de proteção
No balanço nacional, a CNM contabilizou mais de R$ 12,6 bilhões em prejuízos e 6,9 milhões de pessoas afetadas no trimestre. A entidade recomenda atualizar os planos municipais de contingência, mapear áreas de risco e organizar abrigos e rotas de evacuação.
As orientações constam da Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026. O texto do documento não detalha prejuízos por município nem traz uma divisão completa das perdas entre os estados.
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