Jorge Messias iniciou a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal e busca votos em um clima de tensão política. A sessão coloca o tema aborto, o papel do STF e a estratégia do governo no centro do debate.
Discussão na CCJ ganha força com ataque ao STF e disputa por votos
O programa Ponto de Vista destacou que a sabatina ocorre com desgaste da Corte junto ao Congresso e parte da opinião pública. A sessão, por isso, virou um eixo central do encontro.
Também houve sinal de que parte da oposição quer mirar menos no indicado e mais no próprio STF. A abertura da conversa e os primeiros questionamentos seguiram essa linha.
Messias cita fé evangélica, critica decisões monocráticas e se diz contra o aborto
No discurso inicial na CCJ, Messias enfatizou sua identidade evangélica e defendeu o aperfeiçoamento do STF. Ele também criticou decisões monocráticas e afirmou que é “servo de Deus”.
Sobre o aborto, Messias declarou que é “totalmente contra o aborto” e disse que “Da minha parte, não haverá qualquer tipo de ação de ativismo em relação ao tema aborto”.
O programa informou que, para ser aprovado em votação secreta, o indicado precisa de ao menos 41 votos. A análise citou que Flávio Dino e André Mendonça tiveram 47 votos favoráveis no plenário.
Votação pode sair com margem apertada e oposição quer usar a sabatina nas redes
José Benedito disse que o placar pode ser o mais apertado dos últimos anos no Senado e que “todo votinho conta” no cenário descrito. Ele também afirmou que a oposição pretende usar a visibilidade da sabatina para “gerar corte para as redes sociais”.
O governo, segundo a análise do programa, trabalhou para construir apoio e blindar a indicação. O principal teste deve ser convencer os senadores sobre independência no Supremo e capacidade de lidar com a crise entre Judiciário e Legislativo.
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