O plenário do Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias para o STF nesta quarta-feira. A votação marca a primeira rejeição ao STF em 132 anos e acontece em um ano eleitoral.
Rejeição no plenário quebra sequência histórica de indicações ao Supremo
O Senado recusou o nome de Jorge Messias para a vaga no Supremo. Isso ocorreu depois que a CCJ tinha aprovado o indicado mais cedo.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu a disputa no plenário. A oposição comemorou o resultado.
CCJ aprovou Jorge Messias e plenário derrubou a indicação com 42 a 34
A CCJ da Casa aprovou o nome indicado por Lula para ocupar a vaga deixada aberta por Luiz Roberto Barroso no Supremo. Antes do plenário, a sabatina na CCJ durou mais de oito horas.
Na sabatina, a oposição questionou a atuação de Messias à frente da AGU e apontou posicionamentos ideológicos. Ele disse que defende harmonia entre os poderes e prometeu respeito às prerrogativas parlamentares.
O AGU se manifestou de forma contrária ao aborto. Também criticou os atos antidemocráticos de 8 de janeiro e disse que atuou para combater fraudes no INSS, sem poupar pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Presidente da República deve indicar outro nome após a rejeição
Pela Constituição, cabe ao presidente da República indicar um novo nome ao STF. O Senado votou a indicação de Jorge Messias nesta quarta-feira, com placar de 42 votos a 34.
Na fala ao longo do processo, Messias defendeu imparcialidade de juízes. Ele também disse que busca relação “sadia e harmônica” com o Congresso.
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