A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal virou munição no discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em entrevista ao Ponto de Vista. Ele disse que o resultado, na prática, marca “o fim do governo Lula”.
Rejeição de Jorge Messias vira debate entre governo e oposição
Flávio Bolsonaro tratou o episódio como um “ponto de inflexão”. Ele ligou a mudança no Senado a uma articulação da oposição e a um clima de insatisfação no Congresso.
O pré-candidato à Presidência afirmou que trabalhou nos bastidores com outros parlamentares. Ele disse que a rejeição passou pela percepção de que o Legislativo estaria sendo submetido ao Executivo e ao Judiciário.
Críticas ao STF e promessa de anistia aos atos de 8 de Janeiro
Na entrevista, Flávio criticou a atuação do STF e disse que ministros estariam extrapolando funções. Ele também declarou que a Corte interferiria em decisões do Congresso.
Flávio questionou a escolha de indicados ao Supremo e citou a formação de uma “corte de compadres”. Em outro ponto, ele defendeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e disse: “Precisamos devolver a normalidade para centenas de famílias”.
Depois das eleições, oposição quer avançar com anistia e Flávio discute candidatura
Flávio afirmou que a oposição vai explorar politicamente a derrota como prova da fragilidade do governo Lula. Ele disse que o grupo continuará trabalhando pela aprovação de uma anistia ampla e que pretende avançar com a proposta após as eleições, mesmo com a possibilidade de veto presidencial.
Ao falar de sua pré-candidatura, ele disse que busca se diferenciar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio também afirmou que prefere uma mulher como vice e disse que os nomes seguem sendo testados em pesquisas internas.
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