Ministro da articulação política assume em 14 de abril e sofre rejeição de indicação ao STF

José Guimarães tomou posse em 14 de abril como ministro da Secretaria de Relações Institucionais, mas a indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada no Senado. A base do governo somou 34 votos, e aliados cobraram a atuação de Guimarães após a votação.

Rejeição no Senado marca estreia de José Guimarães na articulação do governo

José Guimarães chegou ao cargo para fazer a articulação política do Executivo. O senador ficou com uma pauta única: a sabatina de Jorge Messias e a votação no plenário.

Mesmo com aval do presidente da Câmara, Hugo Motta, o governo não conseguiu garantir a aprovação da indicação para uma vaga no STF. A reprovação veio com impacto imediato para a liderança do Executivo.

Da posse em 14 de abril à votação de Messias: bastidores no Senado pesaram

Na posse, José Guimarães assinou o termo para assumir a SRI no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele era líder do governo na Câmara antes de ir para o ministério.

Segundo a matéria, Rogério Marinho (PL-RN) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) atuavam nos bastidores para garantir a rejeição de Messias. O resultado foi a primeira rejeição de um indicado ao Supremo desde 1894.

A base governista fez 34 votos a favor do advogado-geral, sete a menos do que o mínimo para aprovar. Menos de duas horas depois, Guimarães falou com jornalistas ao lado de Messias.

Guimarães comenta derrota e aliado questiona presença durante a votação

Depois da votação, José Guimarães disse aos jornalistas que cabe ao Senado explicar as razões da rejeição. A matéria afirma que ele não respondeu a perguntas quando teve a oportunidade.

Uma parlamentar aliada cobrou: “Onde estava Guimarães antes da votação?”. Ela disse que não o viu durante aquela quarta-feira, sob condição de anonimato.

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