O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai a Pequim nesta quarta-feira, 13, e deve pressionar o líder chinês, Xi Jinping, sobre o conflito ligado ao Irã. A visita acontece enquanto Trump tenta fechar um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Pressão sobre o Irã na visita de Trump a Pequim
Funcionários do governo ouvidos pela AFP disseram que Trump deve cobrar Xi durante o encontro em razão das ações relacionadas ao Irã.
Essas fontes também citaram conversas anteriores entre Trump e Xi sobre dinheiro que a China gera para o Irã e a Rússia vendendo petróleo e bens de dupla utilização, que podem servir para uso militar e civil.
Sanções na China, resposta oficial e pedido para Pequim agir diplomaticamente
Na semana passada, os Estados Unidos impuseram sanções a empresas sediadas na China. O motivo apresentado foi que elas teriam fornecido “imagens de satélite” para viabilizar ataques do Irã contra forças americanas no Oriente Médio e ajudado em armas, matérias-primas e itens ligados a mísseis balísticos e drones.
Nesta segunda-feira, 11, a China se manifestou contra as sanções. O Ministério das Relações Exteriores classificou as medidas como ilegais e unilaterais, e o porta-voz Guo Jiakun disse que a prioridade é evitar uma retomada dos combates.
Mesmo com expectativa de pressão, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu que Pequim “intensifique seus esforços diplomáticos”.
Agenda em Pequim inclui reuniões com Xi e discussão de tarifas e trégua
Guo confirmou a visita de 13 a 15 de maio, a primeira de um presidente dos Estados Unidos ao país desde 2017.
Trump vai chegar na noite de quarta. Na quinta, haverá cerimônia de boas-vindas, uma reunião bilateral com Xi e visita ao Templo do Céu, além de banquete de Estado. Na sexta, Trump e Xi fazem nova reunião com chá e um almoço de trabalho antes de Trump voltar a Washington.
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