A ONU informou nesta segunda-feira, 11, que ataques com drones mataram pelo menos 880 civis no Sudão entre janeiro e abril deste ano. A Organização alerta que o conflito pode entrar em uma fase ainda mais letal.
Violência com drones atinge rua e hospitais no Sudão, diz ONU
Os ataques foram feitos pelo Exército sudanês e pelos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF). Esses grupos travam uma guerra civil desde 2023, com alvos recorrentes em mercados de rua.
Nos primeiros quatro meses do ano, ao menos 28 ataques atingiram mercados e deixaram vítimas civis. Centros de saúde também foram atingidos pelo menos doze vezes.
Volker Türk alerta para nova fase do conflito e risco de fome
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse que, se nenhuma ação for adotada imediatamente, o conflito está a ponto de entrar em uma nova fase, ainda mais letal.
Türk também afirmou que o aumento da violência deve atrapalhar a entrega de ajuda humanitária essencial. Ele disse que grande parte do país enfrenta agora risco maior de fome e insegurança alimentar aguda.
Segundo a ONU, a guerra civil no Sudão, que completou três anos em abril, já deixou 250 mil mortos e mais de 14 milhões de deslocados. A ONU cita que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã agravou a crise, com menos assistência chegando ao país por causa do fechamento do Estreito de Ormuz.
Ajuda humanitária pode ficar mais lenta e cara; atenção para risco de fome
A porta-voz da ONU, Carlotta Wolf, alertou na semana passada que as interrupções em torno do Estreito de Ormuz têm efeitos devastadores nas cadeias de suprimentos e na entrega de ajuda, que está se tornando mais lenta e mais cara.
Com a guerra seguindo e os ataques atingindo civis e serviços de saúde, a ONU coloca a entrega de ajuda e a segurança alimentar como pontos centrais nos próximos passos cobrados pelo alto comissário.
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