Starmer diz que quer seguir no cargo, após demissão de secretária e novos pedidos de renúncia

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta terça-feira, 12, que quer continuar “governando”, enquanto crescem os pedidos para que ele renuncie. A demissão da secretária de Estado de Habitação, Comunidades e Administração Local, Miatta Fahnbulleh, aumentou a pressão sobre o premiê.

Após saída de Miatta Fahnbulleh, Starmer enfrenta mais questionamentos dentro do Partido Trabalhista

Starmer falou sobre o tema em um comunicado divulgado por Downing Street. Ele citou um processo do Partido Trabalhista para destituir um líder e disse que ele ainda não foi acionado.

O primeiro-ministro declarou que “o país espera que continuemos governando” e que isso deve ser feito pelo gabinete. Ele também afirmou que “é isso que estou fazendo”.

Mais de 70 deputados pedem a renúncia e eleições locais já sinalizaram queda de apoio

Miatta Fahnbulleh pediu ao primeiro-ministro, em publicação no X (ex-Twitter), “que faça o que é certo para o país e para o partido e estabeleça um cronograma para uma transição ordenada”.

Ao menos 70 deputados trabalhistas, de um total de 403, pediram a renúncia de Starmer.

Starmer assumiu o cargo em 4 de julho de 2024, após vitória do Partido Trabalhista nas eleições que encerraram 14 anos de governo do Partido Conservador. Desde então, a aprovação dele vem caindo, e o cenário piorou após a última quinta-feira, quando os trabalhistas foram derrotados nas eleições locais e regionais de 7 de maio.

Substituição não exige eleição, mas juros da dívida pública sobem e aumentam a pressão

Segundo a matéria, uma saída de Starmer não desencadearia eleições legislativas. O caminho descrito seria a substituição dele por outra figura do Partido Trabalhista.

O texto aponta que as taxas de juros da dívida pública chegaram a um recorde de 5,797% nesta terça-feira, acima do pico da semana passada e em patamar não visto desde 1998.

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