Protestos de jovens iniciam na França e se espalham por cidades da Europa com atos violentos

Protestos que começaram na França e ganharam outras cidades europeias já deixaram prédios públicos e carros queimados. Jovens da geração Z lideram as manifestações, que agora envolvem confrontos com a polícia e medidas de autoridades.

Caldo de insatisfação de jovens vira onda de rua em vários países

O movimento começou em Paris e se espalhou pelas ruas de outras cidades da Europa. A pauta varia, mas a insatisfação aparece ligada à falta de perspectiva de vida melhor em economias paralisadas.

Na França e em outros países, parte dos atos manteve promessas de ação pacífica. Em outros momentos, uma minoria ligada a vandalismo e saques mudou o clima das manifestações.

Paris vira ponto de partida e o protesto ganha força até a marcha de sábado 17

Em Paris, alunos do ensino médio se insurgiram contra más condições no ensino. O movimento ganhou impulso ao longo de semanas e chegou a uma marcha nacional no sábado 17, com meio milhão de pessoas.

Depois, a onda se irradiou para Bélgica e Itália, além de Grécia, Albânia e Portugal, e também cresceu em toda a Espanha. Na Itália, a grita passou por alto custo de vida e cortes na educação, com faixas dizendo “façamos como na França”.

Na França, os chamados casseurs derrubaram a torre do relógio de Limoges, depredaram o busto de Marianne e saquearam lojas de grife em diferentes cidades. Na Itália, a Piazza del Duomo de Milão teve barricadas, e a Galleria Vittorio Emanuele registrou saques em série.

Pacote “antitumulto”, toque de recolher e mais temas cobrados por jovens

Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni enviou 500 militares a Milão e lançou um pacote chamado “antitumulto”. A medida aumenta a pena para quem incitar violência, permite prisão de adolescentes entre 14 e 17 anos em atividades suspeitas e prevê que pais paguem por danos causados pelos filhos.

Na França, o presidente Emmanuel Macron impôs toque de recolher em dezenas de cidades e disse que quem tentar derrubar a república será responsabilizado. As reivindicações citadas incluem moradia acessível, passe livre no transporte público, redução de mensalidades na universidade, investimento em escolas, entrada no mercado de trabalho, menos corrupção e mais ação de políticos.

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