Israel intensificou os ataques à Faixa de Gaza depois do cessar-fogo da guerra no Irã, implementado em 8 de abril, segundo a Reuters. Desde então, pelo menos 120 palestinos, incluindo 13 crianças, morreram.
Trégua ligada ao Irã não segurou a ofensiva em Gaza, segundo a Reuters
A Reuters informou nesta quarta-feira, 13, que a ofensiva em Gaza aumentou após o cessar-fogo. A trégua foi implementada em 8 de abril.
Um relatório da ONG Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED, na sigla em inglês), que monitora o conflito, apontou aumento de ataques em abril.
120 mortos em Gaza desde 8 de abril e ACLED aponta mais ataques em abril
Desde a trégua, ao menos 120 palestinos, incluindo 13 crianças, foram mortos. O número representa um aumento de 20% em comparação com as cinco semanas que vieram antes da trégua.
De acordo com a ACLED, as tropas israelenses lançaram 35% mais ataques em abril do que no mês anterior.
Quatro oficiais disseram à Reuters que a nova ofensiva veio após militares advertirem o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que o Hamas estava se fortalecendo. Segundo as fontes, o alerta se baseou em relatos de produção de armas e reconstrução da força militar do grupo.
Israel diz que trégua permite resposta e segue ocupando mais da metade do enclave
Os ataques, segundo a matéria, configuram violações dos termos do cessar-fogo em Gaza, que está em vigor desde outubro do ano passado.
Outro militar israelense afirmou que a trégua permite ataques a supostas ameaças iminentes e disse que as forças de defesa do país estavam preparadas para retomar o conflito, se fosse necessário. Ainda no momento, Israel ocupa mais da metade do enclave, e a estimativa citada é de 850 palestinos mortos desde o acordo.
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