Reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim não encerra atritos EUA-China

Donald Trump e Xi Jinping se reuniram em Pequim, mas os principais pontos de tensão entre EUA e China ainda ficam para os próximos encontros até o fim de 2026. A China confirmou que Xi vai visitar Washington em setembro, mantendo a disputa em vários temas no centro das negociações.

Encontro em Pequim deixa oito frentes em aberto nas relações EUA-China

Mesmo com reunião bilateral e fotos protocolares, americanos e chineses seguiram com temas difíceis sem solução imediata. A expectativa agora recai nos encontros que devem ocorrer nos próximos três de quatro até o fim de 2026.

Analistas dividem as prioridades de cada lado em quatro frentes que os EUA colocam como “Bs” e três frentes que a China coloca como “Ts”. As agendas mostram como comércio, tecnologia e segurança continuam ligados.

Tarifas, chips, Taiwan e Ormuz seguem como temas centrais das conversas

Trump usou tarifas como pressão desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2020. No ano passado, as taxas chegaram a 145%, e a China respondeu com medidas como restrição à exportação de minerais estratégicos.

Na disputa por tecnologia, os EUA apertaram restrições à exportação de semicondutores avançados para a China. A China controla cerca de 90% do processamento e do refino global de terras raras e, no ano passado, limitou exportações de minerais críticos usados em baterias, armamentos e sistemas de inteligência artificial.

Taiwan aparece como outro ponto de atrito, com os EUA mantendo a “ambiguidade estratégica” e abastecendo a ilha com armas e apoio político. Em Ormuz e no Irã, Washington pressionou Pequim a usar influência sobre Teerã, enquanto a China evita se alinhar aos EUA e busca manter relações com Irã e monarquias do Golfo.

Visita de Xi a Washington em setembro e próximos debates até o fim de 2026

Na sexta-feira 15, a China confirmou a visita de Xi a Washington em setembro. O foco dos dois lados tende a continuar dividido entre tarifas, tecnologia e Taiwan para um lado, e compras agrícolas e conselhos de negócios para o outro.

Entre os temas listados para as prioridades dos “quatro Bs”, aparecem Boeing, carne bovina, grãos de soja e boards para comércio e investimentos. Entre os “três Ts” entram tarifas, tecnologia e Taiwan, com pedido de redução de vendas de armas americanas e de endurecimento da postura de Washington contra a independência de Taiwan.

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