Joaquim Barbosa entra no noticiário como candidato e gera atrito na Democracia Cristã

Joaquim Barbosa voltou a ser citado como possível candidato à Presidência e a Democracia Cristã trocou Aldo Rebelo pelo ex-ministro, o que abriu briga interna no partido. O caso ganha força num momento em que a corrupção volta ao centro do debate com escândalos como o Banco Master e fraudes no INSS.

Troca de candidato na Democracia Cristã coloca Barbosa no radar eleitoral

O nome de Joaquim Barbosa apareceu na disputa com a troca feita pela Democracia Cristã. A legenda anunciou o movimento mesmo sem representantes no Congresso.

Nos bastidores do partido, o anúncio gerou conflito entre lideranças estaduais. A briga interna passou a ocupar o noticiário junto com a volta de Barbosa ao debate eleitoral.

Barbosa foi do relatório do mensalão e enfrenta resistência dentro do partido

Em 17 de dezembro de 2012, Joaquim Barbosa assinou o relatório que levou à condenação de 25 acusados do esquema de pagamento de propinas abastecido pelo Planalto no caso do mensalão no Supremo Tribunal Federal. O texto citava aliados do presidente Lula, incluindo José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. O material também mencionava Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Roberto Jefferson, então dirigente do PTB.

Barbosa se aposentou em 2014, aos 59 anos, e voltou a ser lembrado como possível candidato em 2018 e 2022, quando recuou. Desta vez, ele não trata a candidatura como certa, dizendo ao jornal Folha de S.Paulo que só entra “se forem preenchidas algumas condições”, incluindo “sentir boa receptividade”, o que ele relata não ter acontecido no partido em que se filiou em abril.

O anúncio da troca saiu do ex-deputado João Caldas no sábado 16, sem consulta prévia aos dirigentes estaduais. Aldo Rebelo disse que a pré-candidatura segue e que pode ir à Justiça contra a DC, enquanto o partido abriu processo para expulsar Rebelo. Em Roraima, Paulo Cesar Quartiero afirmou em comunicado que “Barbosa representa o que mais detestamos: a esquerda e o Supremo” e citou “inaceitável” a troca. Em São Paulo, Cândido Vaccarezza chamou a candidatura de “inapoiável” e citou que Barbosa teria começado “o lawfare”.

Candidatura depende de condições, e DC justifica troca por desempenho em pesquisas

A justificativa de Caldas para a substituição foi que a candidatura de Rebelo não decolou. O texto menciona pesquisas Genial/Quaest e AltasIntel/Bloomberg divulgadas nos últimos dias.

O novo voo de Barbosa não começou com tranquilidade dentro do partido e a participação segue incerta. A reportagem relata que Barbosa tem histórico de não disputar cargo eletivo e que o retorno ao debate eleitoral ocorre ao lado de escândalos recentes, como Banco Master e fraudes no INSS.

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