Iranianos que queriam a queda do regime reagiram ao acordo dos Estados Unidos com o Irã, que ainda está em fase de finalização. No exterior, eles relataram desilusão e disseram que a população virou alvo da política.
Acordo em finalização acende protestos e frustra esperança de mudança no Irã
Um internauta que driblou o bloqueio de internet afirmou: “Não temos mais esperança em Trump, vamos ter que derrubar a República Islâmica nós mesmos”.
Outro cidadão disse: “Nós, o povo do Irã, não queremos um cessar-fogo de 60 dias”. Ele também declarou que a notícia do acordo mostra que o povo se tornou vítima da política.
Reações citam exilados no exterior e alertas de impacto para Israel e região
O site The Times of Israel relatou respostas parecidas após contatos feitos via exilados com anônimos dentro do país. Um homem identificado apenas como Arash afirmou: “A guerra não chegou a sua conclusão final”.
O senador Lindsey Graham disse que, se o acordo foi feito para encerrar o conflito por causa da ideia de que o Estreito de Ormuz não pode ser protegido do terrorismo iraniano, o Irã “será visto como uma força dominante”. Ele também falou em mudança no equilíbrio de poder e chamou de “pesadelo para Israel”.
Roger Wicker concordou e disse que o acordo é “um desastre”, acrescentando: “Tudo o que a Operação Fúria Épica conseguiu terá sido por nada”.
Congresso critica cenário com islamistas e alerta sobre garantias do urânio
O senador Ted Cruz afirmou que, se o resultado da campanha de bombardeios for “um regime iraniano” ainda dominado por islamistas, recebendo bilhões de dólares e desenvolvendo armas nucleares, será “um erro desastroso”.
Ele também citou o controle efetivo sobre o Estreito de Ormuz e o fato de que a entrega do urânio enriquecido ainda depende de garantias. Segundo o texto, o Irã segue com recusa em abrir mão do material físsil.
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