Os Estados Unidos vão classificar as facções brasileiras PCC e CV como narcoterroristas a partir da próxima semana. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva critica a medida e diz que teme uma ação militar dos EUA no Brasil.
Governo teme ação militar dos EUA ao criar “narcoterrorismo”
O principal medo do governo brasileiro é que a designação dê margem para uma ação militar dos Estados Unidos no país.
O governo cita que, com a justificativa de combater o narcoterrorismo, as Forças Armadas dos EUA capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro e bombardearam embarcações no Mar do Caribe.
Lula afirma que guerra contra facções “é nossa” e critica pressão de Bolsonaro
Lula disse que a guerra contra as facções brasileiras cabe às forças nacionais. Ele afirmou: “Nós aprovamos agora a lei antifacção, que vai nos permitir ter uma atuação muito mais poderosa para tentar destruir. Essa é uma guerra que é nossa, essa guerra não é dos Estados Unidos”.
Lula também criticou a iniciativa de Flávio Bolsonaro e de apoiadores para a classificação. Ele citou falas atribuídas ao Trump sobre eleições de outros países e fez referência ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, dizendo que houve pedidos para o Trump intervir no Brasil.
Gleisi Hoffmann diz que “não concorda” e especialistas falam em mudança de cenário
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o governo era “terminantemente contra” a iniciativa. Ela afirmou que o terrorismo tem objetivo político e ideológico e que isso dá “guarida” para intervenção de outros países.
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya disse que classificar as organizações como terroristas muda o assunto de policial para “segurança de Estado” e pode prejudicar a cooperação policial entre os dois países.
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