Um argentino foi preso em flagrante no último domingo 24 após fazer fotos e vídeos de uma criança negra dentro de um trem em Minas Gerais e mandar o material por mensagem de celular. Ele escreveu: “Posso levá-lo como escravo. Estou pensando em pegar um escravo, tem muitos por aqui.”
Casos com argentinos geram repercussão no Brasil e entram no debate sobre racismo
O Brasil registrou uma sequência de episódios envolvendo argentinos neste ano.
Nesta quinta-feira 28, o jornal britânico The Guardian citou os casos e disse que eles colocam em foco a autoimagem “europeia” da Argentina.
Eduardo Ignacio preso em flagrante; outros três casos aparecem no histórico
No último domingo 24, Eduardo Ignacio, de 63 anos, foi preso em flagrante por fazer fotos e vídeos da criança em um trem em Minas Gerais.
Em abril, José Luis Haile, de 67 anos, foi detido no Rio de Janeiro por acusação de injúria racial contra um entregador de comida e aguarda julgamento.
Em janeiro, Agostina Páez, de 29 anos, foi presa em Ipanema depois de ser filmada imitando um macaco para um garçom. Ela passou dois meses e meio sob custódia policial e, depois, foi libertada.
O que o Guardian destacou e como isso volta à pauta em 2024
Em entrevista ao The Guardian, o cientista político e ativista afro-argentino Federico Pita afirmou que os casos recentes não pegam de surpresa, citando uma história longa de racismo na Argentina.
Ele mencionou também o artigo 25º da Constituição, que diz: “O governo federal deve promover a imigração europeia”.
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