Defesa Civil discute plano por El Niño e alerta para impactos no Rio Grande do Sul

A Defesa Civil discutiu nesta quinta-feira (28) um plano de preparação para possíveis desastres naturais ligados ao El Niño. O tema foi tratado em encontro virtual com instituições de monitoramento e alerta.

Encontro virtual reuniu Defesa Civil e órgão de monitoramento para acompanhar previsões do El Niño

O coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Tiago Schnorr, mediou o Bate-Papo com a Defesa Civil. Ele citou o acompanhamento diário com representantes do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Schnorr disse que o grupo debate informações atualizadas sobre previsões climáticas no País. Ele também apontou que as reuniões tratam do El Niño e dos efeitos no cenário.

Especialistas explicam ENOS e apontam chuvas no Sul e redução no Norte e Nordeste

Os especialistas falaram do El Niño-Oscilação Sul (ENOS), ligado a mudanças na temperatura do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica. O fenômeno tem três fases: El Niño, La Niña e neutralidade.

Mozar Salvador, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explicou que o El Niño aparece quando a temperatura média do Pacífico Tropical fica acima da média por alguns meses. Ele citou a necessidade de pelo menos meio grau acima da média na região central do Pacífico.

Fábio Rocha, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), afirmou que já há aquecimento gradativo, mas o fenômeno ainda não está estabelecido. Giovanni Dolif, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), disse que o ENOS pode aumentar a umidade vinda da região amazônica para o Rio Grande do Sul, levando a tempestades e inundações.

Rio Grande do Sul amplia estruturas e contrata especialistas para resposta a desastres

Segundo Giovanni Dolif, o El Niño inibe as chuvas nas regiões Norte e Nordeste. No Rio Grande do Sul, o coordenador de Proteção e Defesa Civil, Coronel Luciano Chaves Boeira, disse que o estado se prepara com fortalecimento e ampliação das estruturas.

Boeira citou a criação de novos cargos e a chegada de especialistas para aumentar a capacidade de preparação, resposta e suporte aos municípios. Ele mencionou profissionais de engenharia, arquitetura, hidrologia, meteorologia, geologia e geoprocessamento.

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