Empresários entregaram ao Senado um manifesto pedindo mais tempo para discutir o fim da escala 6×1, previsto na PEC 221/19. O setor quer que a conversa avance só depois das eleições, com estudos até 2027.
Manifesto pede discussão do fim da escala 6×1 só após as eleições
Mesmo antes da aprovação da PEC 221/19 na Câmara dos Deputados, o setor produtivo já enviou ao Senado um documento com pedido de adiamento.
O manifesto defende a mudança nas discussões da jornada de trabalho para 2027, com espaço para empresas, governo e trabalhadores conversarem.
Número de assinaturas, proposta e impactos citados por entidades
O texto foi assinado por mais de 1,2 mil representantes de federações e associações comerciais e empresariais ligadas à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, também presidente da FACESP e da ACSP, disse que o adiamento daria tempo para ampliar os estudos antes da votação em plenário.
As entidades apontam pressão nos custos operacionais, aumento de preços ao consumidor e redução de postos formais, além do risco de troca de vínculos tradicionais por modelos como pejotização e formalização via MEI.
Votação na Câmara, texto aprovado e o que vai para o Senado
Na quarta-feira (27), os deputados aprovaram a PEC 221/19 em dois turnos, com 472 votos a favor e 22 contra no 1° turno, e 461 votos a favor e 19 contra no 2º turno. O texto segue para o Senado Federal.
O relatório final juntou a PEC 221/19 e a PEC 8/25, e a mudança prevista é a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, com período de transição de 14 meses.
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