Comida mais cara em São Paulo acelera pressão eleitoral sobre Lula

Os preços dos alimentos dispararam em São Paulo e puxaram a pressão eleitoral sobre Lula. De janeiro a maio, a alta da comida chegou a 3,9% na cidade, onde moram 9,3 milhões de eleitores.

FIPE mede alta maior da comida em maio na capital paulista

Na cidade de São Paulo, os preços dos alimentos subiram 1,14% em maio.

O número ficou acima da média de 0,81% registrada em abril no Índice de Preços ao Consumidor atualizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

Alta de 3,9% nos alimentos contrasta com inflação geral de 1,9%

Entre janeiro e maio, a alta da comida em São Paulo foi de 3,9%, enquanto a inflação geral para os consumidores ficou em 1,9%.

A Fipe apontou que o resultado confirma a tendência vista nos últimos dois meses também em outras capitais na pesquisa mensal sobre o valor da cesta básica feita pela fundação Dieese.

O texto destaca que São Paulo tem o quinto maior colégio eleitoral do país, depois dos estados de São Paulo (34,4 milhões), Minas Gerais (16,4 milhões), Rio de Janeiro (13 milhões) e Bahia (11,2 milhões), com 9,3 milhões de eleitores.

Impacto na disputa presidencial e comparação com 2022 em SP

Em 2022, Lula venceu na capital paulista com vantagem de 486 mil votos, sete pontos percentuais sobre Bolsonaro.

O artigo diz que, até agora, não há indicação de que a inflação paulistana de 3,9% de janeiro a maio vá repetir o patamar de 2022, que foi de 14,7%, e cita que o custo de vida e o endividamento pesam na hora do voto para presidente.

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