A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) acusou os Estados Unidos de revogar a cota de ingressos para torcedores iranianos na Copa do Mundo. A denúncia acontece com o torneio marcado para 11 de junho a 19 de julho, sediado por México, Canadá e Estados Unidos.
EUA teriam cortado ingressos para torcedores iranianos a poucos dias do início da Copa
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, 9, a FFIRI disse que, com menos de três dias para a estreia, os Estados Unidos voltaram a impedir a ida de torcedores iranianos para a fase de grupos da seleção. A federação citou regras da Federação Internacional de Futebol (Fifa) sobre distribuição de ingressos.
A FFIRI afirmou que a Fifa prevê a atribuição de 8% dos ingressos aos torcedores dos países em campo.
Comunicado da FFIRI cita retirada da cota e menciona que Fifa ainda não respondeu
A entidade disse que a cota “garantida à Federação de Futebol do Irã foi retirada” de forma “inesperada”. A FFIRI declarou que isso deixou a federação “incapaz de fornecer qualquer ingresso aos torcedores (iranianos)”.
Segundo o texto, a decisão ocorreu mesmo após torcedores iranianos terem feito “todos os preparativos necessários para comparecer aos jogos”, com base no processo oficialmente anunciado. A FFIRI também chamou a medida de “contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”.
A FFIRI informou ainda que os EUA e a Fifa não se pronunciaram sobre a denúncia.
Conflito entre EUA e Irã marca outras polêmicas na participação iraniana na Copa
O comunicado entra na sequência de outras discussões sobre a seleção do Irã na Copa. Depois da classificação, quase 15 membros da comissão técnica e dirigentes, incluindo o presidente da FFIRI, Mehdi Taj, tiveram os vistos negados pelo governo americano.
Para contornar a proibição, a federação mudou a base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México.
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