O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou para negar os recursos da defesa do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) e de outros seis réus. Com o voto, Moraes manteve as prisões preventivas e o afastamento das funções públicas dos alvos de uma investigação da Polícia Federal.
STF segue com julgamento virtual até sexta-feira (19)
O caso está sendo julgado na Primeira Turma por meio de recursos apresentados pela defesa.
O julgamento virtual continua até a próxima sexta-feira (19).
Relator rejeita pedido ligado a “ausência de contemporaneidade” e mantém medidas
A decisão do ministro responde ao recurso que tentava anular a competência do STF e pedia a revogação das prisões. A defesa alegou “ausência de contemporaneidade” dos fatos.
Alexandre de Moraes afirmou que as “irresignações não merecem prosperar”. Ele também manteve as prisões preventivas e o afastamento das funções públicas.
Investigação cita esquema com Secretaria de Educação e depoimento em 2026
Segundo as investigações citadas no voto, o deputado foi preso na Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), e teria atuado como “braço político” de uma organização criminosa liderada, em conjunto, com Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj.
O relatório aponta direcionamento de reformas em escolas públicas estaduais no Norte e Noroeste fluminense. O voto ainda cita depoimento da atual secretária de Educação do Rio de Janeiro, Luciana Martins Calaça, que relatou ter sido questionada por Thiago Rangel em maio de 2026, após o deputado perder influência sobre cargos nas Diretorias Regionais de Educação.
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