Lula vai ao G7, não se encontra com Trump e discursa sobre “políticas pró-bilionários”

Lula viajou até Évian-les-Bains, na fronteira da França com a Suíça, com expectativa de conversar com Donald Trump sobre tarifas comerciais, crime organizado e terrorismo. A reunião não aconteceu como previsto e acaba hoje.

Viagem de Lula ao G7 termina sem conversa com Trump

Lula tinha dito que não pretendia sair da campanha eleitoral para participar da cúpula do G7. Ainda assim, ele mudou de ideia após a atuação de Marco Rubio.

Na agenda do encontro, a diplomacia ficou marcada por discursos cautelosos e com críticas dosadas para evitar atritos com o presidente dos Estados Unidos.

Marco Rubio classificou PCC e Comando Vermelho e Lula foi ao G7

No mês passado, Marco Rubio decidiu classificar duas máfias brasileiras, PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas.

O secretário vinculou essa decisão a um pedido de Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à presidência, que havia sido recebido por Trump na Casa Branca. Foi nesse momento que Lula resolveu ir à reunião do G7, onde Trump estaria.

Durante o encontro, Lula disse: “A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.” Ele também afirmou: “Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas.”

Fechamento comercial brasileiro é usado como contraste na fala de Lula

O texto cita que a economia brasileira segue fechada e que o protecionismo aparece como regra na política, nos negócios e na administração pública.

Para comparação, o Brasil cobra uma tarifa média (12,4%) sobre importações em geral, maior do que a tarifa média genérica (2,7%) dos Estados Unidos.

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